sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Epa hey oya

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Convite


Caros amigos,


quero com prazer convidar-vos para comparecer à estréia mundial da minha peça Ballerine (para Flauta, Clarinete e Cello), vencedora da categoria "Câmara" do concurso de composição do I Festival de Música Contemporânea da Bahia.


A peça foi composta utilizando a Teoria pós-tonal para controlar as alturas mas buscando relações tonais e melodias mais simples para compensar a "estranheza" causada pelo uso de um sistema harmônico menos familiar ao público.


O concerto acontecerá no dia 6 de Setembro de 2007 no Teatro Gregório de Matos (Praça Castro Alves) às 19 hrs e terá também as obras de Pedro Augusto Dias e Paulo Rios Filho também ganhadoras das outras categorias do concurso.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Off line...

Ando meio off line... To sem internet, so acessando e-mails pela lan house. Entao talvez fique um pouco sem novidades.



Sem mais por hora,
Fui

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Mais cachaça

Pra quem não sabe, acho que pouca gente sabe, eu também tiro uma onda de... vixe nem sei como é que se chama (Nara me perdoe...), mas acho que é algo como designer...


Gosto de mexer com imagem e de vez em quando faço uma logomarca pra alguma coisa. Já fiz pra algumas bandas das quais participei (Os Bodes, Balaiada), fiz pra o meu grupo de Capoeira, CTE Capoeiragem, a marca e o material gráfico pra um dos eventos. Fiz pro meu amigo Calango que tá dando aula de capoeira lá em Leuven na Bélgica. As minha duas tatuagens também são "obras" minhas.


Recentemente fiz uma marca pra o Dufundu. Vou postar algumas dessas pra a galera ver. E haja cachaça!!!!







Por último, fiz outro dia umas coisas de brincadeira. Uma delas foi em cima de uma foto de Érica. Ela não gostou mas vou postar assim mesmo porque eu achei massa.


sábado, 21 de julho de 2007

Jogo de Dentro

Mais uma produção dos Estúdios Dufundu. Música do amigo Pedro Ivo, arranjos desse que vos escreve. Eu também toquei percussão e Pedro os violões. A clarineta e a flauta foram tocados por João Paulo e o cello por Eugênio.


Music for one apartment and six drummers

Ainda tô meio boquiaberto pra escrever qualquer coisa sobre isso... A única coisa que dá pra dizer com certeza é que é sensacional. Infelizmente não dá pra ler as legendas do fim do filme mas é muito bom. Tô postando pra vocês me ajudarem a dizer alguma coisa... os comentários estão a disposição.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As heranças

É interessante como sempre fica uma herança depois de tocar com alguém. Fiz trabalhos variados durante meus 20 anos de música, sendo que 14 como profissional, e isso me deixou uma herança enorme. Comecei a tocar violão aos 14 anos por causa do tal do Legião Urbana. Tocava praticamente todas as músicas e tinha todos os LPs. Esse foi o começo. Devagarzinho fui entrando pelo Rock e sabia bastante coisa de rock nacional, as influências de adolescente. Gostava muito do U2 e do Pink Floyd também. Nessa época também o tal do Cabeça, amigo da melhor infância que pude ter, me chamou a atenção pra um cara que cantava meio esquisito mas tinha umas músicas bem legais, Belchior. Essa foi a primeira herança.

Depois que entrei no Instituto de Música da Católica, acho que em 92, conheci uma galera mui legal, Bubu, Tai e companhia, com os quais desenvolvi um trabalho bem eclético de MPB, Pop nacional e internacional e em alguns momentos necessários um pouco de axé. Aí recebo mais uma herança. Ficam pra mim o gosto por Caetano, Djavan, etc...

Seguindo o caminho, com os próprios e mais o amigo Beto, começamos uma banda de axé que, depois de algum tempo, recebeu o nome de Balaiada. Ali eu aprendi a tocar percussão, aprendi um pouco sobre produção, sempre ralando, durante uns 6 ou 7 anos. Essa foi mais uma herança. Também aprendi a gostar de Daniela, Ivete, Timbalada e o próprio Brown.

Durante esse meio tempo montamos uma banda de reggae aqui no condomínio. Os Bodes! Os meninos mostraram o que era Bob Marley pra quem só conhecia Woman no cry. Essa foi a grande herança! Bob Marley e Edson Gomes. Geralmente digo que não sou fã de reggae mas Bob é Foda...

Também nessa época, estou falando de 94, ingressei no curso de Composição e Regência da Ufba sem nem saber direito o que encontraria lá. PQP! Era um outro mundo. Música contemporânea!!! Fui bombardeado com Stockenhausen, Bartok, Boulez, Jamary, Agnaldo Ribeiro, Widmer, Stravinsky, Debussy, Ravel, Hindemith, Strauss, Lindenberg... Amei aquilo! Era tudo que eu precisava... E isso norteou a minha vida.

Também durante esse tempo, um pouco depois dos Bodes que durou uns 2 anos, fui chamado pra montar um trabalho que se denominava Zefirino Faz a Feira. Que trabalho legal. Pude unir a percussão e o rock'n roll a lá Chico Science (olha a herança aí), só que utilizando a percussão baiana.

Nessa época da Zefirino, junto com meu irmão Citnes, meu parceiro de percussão durante alguns anos na Balaiada, colocamos em prática um projeto chamado Salsa e Cebolinha que me deixou mais uma herança maravilhosa, a música caribenha e Gerônimo, com uma salsa baiana de altíssima qualidade.

Em 2001, depois que me formei, passei um tempo sem tocar... todos os projetos nos quais estava engajado caíram por terra. Formado, sem dinheiro e sem alternativas fui trabalhar pela primeira e única vez fora da música na loja de esportes Sport Brazil, do meu mestre de capoeira e amigo Balão. De lá, me apareceu a oportunidade de tocar com uns loucos que comiam água e ficavam de sunga por aí... viajei uma grande parte do país com Os Sungas, talvez essa fosse a maior herança mas, ao gravar na WR por diversas vezes, fui despertado para a produção musical e a partir daí investí um bom tempo e um certo dinheiro no áudio. Também aprendi que os detalhes eram importantes e isso mudou a minha maneira de compor. Convivi com amigos (Jaime, Batata e Anderson) que me mostraram coisas muito legais e também influenciaram na forma de tocar.

Ao sair de lá tive a oportunidade de tocar com pessoas bem legais, geralmente através de Citnes, como Saul Barbosa, Jussiara, Marcos Balena, etc. Aprendi sempre alguma coisa com todos eles.

Hoje em dia, paralelo ao mestrado, estou com a 20 Xote Um Galope e Os My Friend. Com a 20x conheci mais a fundo o "seu" Gonzaga e com os friends principalmente Jorge Ben. Pra que herança melhor?

Fico encucado porque tem umas coisas que não sei de onde vieram. Adoro Gonzaguinha e Bethânia. Sou extremamente fã de João Bosco e Gilberto Gil. De onde veio isso? Não acho em minha história quem me apontou esses caminhos...

É nessa colcha de retalhos que vivo minha música e minha vida.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Piritiba (pensando ser fotógrafo)










sábado, 26 de maio de 2007

Um absurdo!!!

O senador e bispo Crivela está prestes a aprovar no Senado Federal, uma emenda à Lei da Rouanet que permite a construção e reforma de templos religiosos com renúncia fiscal, passando a disputar verbas com a cultura. A emenda, que teve o parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS), foi aprovada pela Comissão de Educação e deixa mais claro que o Pronac poderá ser usado para contemplar não só museus, bibliotecas, arquivos e entidades culturais, como também "templos de qualquer natureza ou credo religioso".

Como disse o Millôr Fernandes, barbaridades acontecem desde que o mundo é mundo. A diferença é que agora temos poder de intervir. Ou, pelo menos, tentar. Se você é contra essa imoralidade, assine.

ps.: esse post foi copiado do blog Marina W mas como é relevante acho que vale a pena a xerox.

Closes

"Uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor"
[Dia das mães na casa de Tia Dida]

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Tentativas de poesia

Esse Homem

(Para “Seu” Osvaldo
com todo amor, carinho e admiração)

Esse homem,
terra seca onde
palavras brotam rarefeitas,
me ensinou a ver.

Esse homem,
que me é tão
caro e duro abraçar,
me ensinou a ser

esse homem.
Minha torre
e fundação.
Meu pai.

sábado, 19 de maio de 2007

Auto-tune e afins



Que diabos é isso???

Acho que essa é a primeira pergunta que muita gente está fazendo. Todo mundo já ouviu falar na "lenda" dos cantores que tem suas vozes afinadas por certos aparelhinhos misteriosos que tem esse incrível dom. Sim, é a tecnologia a serviço do homem!!! Não tenho nada contra a tecnologia, prova disso é que estou escrevendo num blog, gosto bastante dela e me aproveito muito dos "copy/paste" dessa vida, mas se tem uma coisa que me incomoda é o tal do Auto-tune. Tudo bem, quem não canta absolutamente nada não tem jeito (ou tem???), mas muita coisa que ouvimos em gravações por aí teriam a qualidade muito prejudicada ou talvez nem fossem parar no mercado no tempo dos equipamentos analógicos. São como as garotas da Playboy de hoje em dia, cheias de Photoshop pra tirar qualquer manchinha ou marca de celulite e criar a "mulher perfeita". Antigamente as mulheres tinham que ser mais mulheres e os cantores mais cantores.

O tal "aparelhinho" não é realmente um aparelho tátil mas um dispositivo virtual, mais conhecido como plugin, que é usado "aberto" num software gravador multipista, como o famoso Pro tools - ou Cubase, Nuendo, Sonar, etc. O danado pode ser regulado através de controles automáticos, onde nunca ouvi resultados satisfatórios, ou manualmente, modo que já me permitiu ouvir resultados fantásticos.

A questão é: Não seria propaganda enganosa??? As pessoas estão vendendo um produto modificado eletronicamente, recurso esse usado não para adição de elementos estéticos - o áudio pode ser modificado de diversas maneiras pra se conseguir timbragens e efeitos diversos - mas para maquiar um defeito que não pôde ser corrigido no gogó, como se diz na Bahia, por deficiência ou defeito do componente que estava situado em frente ao microfone.

Tenho muita resistência em usar o tal plugin porque acho que o cantor tem que chegar no estudio ou num palco e realmente cantar - ô se eu pudesse! Pequenas desafinações são normais, somos humanos e portanto passíveis de erros, mas os ditos cantores tem que ser capazes de emitir som ao menos afinado, mesmo que sejam necessários alguns takes pra que se chegue a um bom resultado. Essa é uma das bandeiras que tenho levantado em favor da qualidade musical. É gostoso ouvir um bom cantor - agora só creio quando ouço ao vivo (e não me venha com show em DVD dizendo ser "ao vivo"). O canto é uma das formas de se fazer música mais difíceis e bonitas, por isso os cantores sempre foram tão valorizados. Devemos dar valor aos realmente bons cantores. Hoje, na era do áudio-visual - mais visual do que áudio - se dá muito valor ao "artista", mesmo que a música que sai de suas pregas vocais (sim, o nome correto é prega vocal) muitas vezes seja digna de sair de suas pregas anais (hehehehe - desculpem, não resistí à piada), mas isso já é questão pra outros debates.

Vida longa aos grandes cantores!!!

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Cabaça Groove Drum'n bass



Eu tava há algum tempo procurando uma forma de postar música aqui no blog. Era a única das coisas que faço que ainda não tinha podido colocar aqui. Achei!!!

Descobrí esse site através de uma entrevista com o criador do danado no Overmundo. É como se fosse o You Tube de músicas. Bem legal!

Essa música fiz bem despretensiosamente mas me amarro nela. Tive a idéia estudando zabumba em casa. Um dia tava com tempo sobrando e afim de gravar alguma coisa aqui nos Estúdios Dufundo (meu pequeno homestudio) e comecei a brincar. Coloquei um metrônomo, gravei uma base de zabumba e fui gravando coisas "por cima", depois tratei tudo, fiz os loops e montei a música no Acid Pro. A qualidade técnica do áudio não tá lá essas coisas porque o Dufundo ainda era um embrião mas o resultado é legal. Ouça e comente!!!

sábado, 12 de maio de 2007

Será????


Tava comentando um texto no Overmundo e no final acabei escrevendo um trecho que quando lí direito, com um pequena organização, virou isso:

Gosto
de poesia
assim.

Versos
curtos.
Versos-palavra.

Como
poesia
deve ser.

Mais
insinuar
que dizer.


Tem uns versos de Leminsky que adoro, já postei anteriormente, que dizem assim:

moinhos de versos
movido a vento
em noites de boemia

vai vir o dia
em que tudo que diga
seja poesia

Será que consigo mesmo? Seria isto um sinal?? OOOOOOOOOHHHHH!!!
(nem pra ser verdade...)

ps.: a foto é minha também (Morro de São Paulo, 01-01-07)

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Noturnas 2

Conversa ouvida de "esgueio" entre um casal de músicos durante performance íntima:

-Amor, não é porque eu estou "tocando" seu Clarinete que você vai parar de "tocar" a minha Gaita...

Noturnas

Ás vezes antes de dormir fico com umas idéias martelando na cabeça.

Levanto, boto pra fora e durmo em paz. Aconteceu ontem à noite. Está aí um dos resultados.
Mais uma tentativa de poesia.


Sou
poeta
amador
de versos
diversos

Amateur

Fiquei sabendo desse vídeo pela primeira vez através de uma comunidade de áudio do Orkut. Na verdade, a primeira produção que vi desse rapaz é um beatbox também muito interessante e engraçado chamado Hyperactive. Lasse Gjertsen (22), de Larvik na Noruega, me impressionou pela maneira inusitada e criativa de compor. Já tinha visto, e é muito comum, a composição via samples e loops de áudio, mas editar vídeo para esse fim foi a primeira vez. O que o torna ainda mais interessante é, além do método de composição, a performance extra-musical do cidadão que, junto com a edição, dá o charme da criação. Segundo as legendas do final do vídeo, o áudio é o original captado na fita de vídeo, não foram feitas alterações senão a edição cronológica básica, e ele não sabe tocar bateria muito menos piano. Apesar de não tocar os instrumentos citados ele tem uma boa noção de música e trabalha muito bem com vídeo. Muito bom! Vale a pena conferir.

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Bailarina (para Érica)

Abrem-se
as cortinas.
O espetáculo
inicia-se ...
dentro de mim.

Giram,
saltam,
correm
de lá
pra cá
sensações multicores.
Emoções inéditas
iluminam-se.

Baila,
linda.
Descobre
a beleza.

Baila,
ainda,
pr'eu viver
essa leveza.

Bailarina,
dança na
minha rima.
Gira na
minha lira.
Faz palco
meu coração.

Bailarina,
como bailas
se não
pisas no chão?
Ainda não tinha postado nenhuma tentativa de poesia minha... Essa fiz pra minha neguinha. São as impressões da primeira vez que a ví dançar. E foi no Castro Alves!!! Minha neguinha é foda!!!!

sábado, 28 de abril de 2007

Closes

(pensando ser fotógrafo)

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Carta aos artistas (drops)

"Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada - ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim - e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já existente, dando-lhe forma e significado."
"Na criação artística o homem revela-se mais do que nunca imagem de Deus e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda matéria da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia."
"O Artista divino, com admirável condescendência, transmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora."
"O artista, quanto mais consciente é de seu dom, tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão."
"Nem todos são chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima."

Vaticano, 4 de abril de 1999
Solenidade da Páscoa da Ressurreição
Papa João Paulo II

(pescado do Orkut de Marco Feitosa
acessado em 25/04/2007

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Coisa de criança



Sexta foi aniversário de Jack. 30 anos 30 caixas... Esse era o slogan. Como todo aniversário dos "brothers" fazemos um som, tocando na maior parte do tempo coisas diferentes, que não rolam sempre. Pois é... quando cheguei me bati logo de cara com minha "sobrinha" Ana Sophia (5 anos), filha dos meus amigos Batata e Paty, que, como sempre, me esnobou. Insisti por diversas vezes para que ela me desse um beijo e nada. Tá... tudo bem. Tirei as coisas do carro e fui montar minha "percuteria". Estava eu distraído, apertando uma "borboleta" que fixa alguma peça do set, quando fui surpreendido com um beijo na bochecha, desferido pela supracitada danadinha, seguido da seguinte frase:


-Tio Looooro, depois você deixa eu tocar????


Quem ensinou a ela que se pode comprar gente?

sábado, 21 de abril de 2007

Ensinar...

fazendo Tirocínio Docente. Essa expressão que a muitos, inclusive a mim, parece estar inclusa no Código Penal Brasileiro é uma atividade obrigatória do Mestrado e pode ser "traduzida" por uma palavra muito mais usual no cotidiano da população: estágio. No final das contas estou dando aulas na graduação da Escola de música da UFBA. O processo ocorre da seguinte maneira: assumimos uma turma e somos orientados pelo professor titular da matéria, no meu caso o Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco, uruguaio possuidor de um bom humor inteligente e ácido, e radicado na Bahia a diversos anos onde veio fazer seu doutorado. Geralmente a carga horária que é necessária aos tirocinístas pode ser cumprida em um único semestre e usualmente é o que ocorre, apesar de não existirem ainda regras claras para essa atividade. No meu caso, ao iniciarmos os entendimentos, Pablo propôs que eu acompanhasse todo o ano, pois trata-se de uma matéria anual, dividindo com ele as aulas, uma semana de cada um, sendo assim eu poderia ter uma idéia geral do curso do início ao fim. A matéria em questão é Instrumentação e Orquestração I. O que seria isso? Instrumentação é o estudo individual de cada instrumento, suas características principais, origem, modo de produção de som, etc, e Orquestração são as técnicas utilizadas para utilizá-los bem em conjunto, como soam cada combinação, como organizar planos e texturas orquestrais, etc. Um fato que contribuiu muito para o meu aprendizado foi que este também é o primeiro ano em que Pablo dá essa matéria, então pudemos fazer todo o cronograma de atividades, avaliações, etc, em parceria e isto me foi de grande valia.
Me considero um bom orquestrador, geralmente as coisas que escrevo soam bem e sempre fui elogiado por isso, mas quando se trata de passar para a turma, a coisa muda de figura e é nesse ponto que eu queria chegar. Talvez seja a falta de experiência em estar à frente de uma turma, e esta em particular com bons conhecimentos teóricos sobre o assunto, mas as aulas, principalmente as mais teóricas, são bastante complicadas. Além de tudo Pablo, com sua presença e bagagem enormes, geralmente domina o ambiente e eu só consigo dar a minha aula quando ele não está presente. Esse fato, apesar de parecer negativo, tem também sido bom para mim porque tenho aprendido bastante com a metodologia dele, mas me deixa meio inseguro pois não estou falando só para uma turma de alunos que, por mais que saibam, são muito menos experientes do que eu, mas também para Pablo. Creio que, apesar disso tudo, gozo de respeito e confiança da turma e do orientador.
Noto na turma que precisamos trabalhar mais alguns conceitos que não estão bem entendidos e que ficaram evidentes nos primeiros trabalhos práticos que foram passados. O principal deles é o significado do verbo "orquestrar". Simplesmente, orquestrar é transcrever artisticamente uma obra escrita para um único instrumento com recursos polifônicos, inclusos aí os instrumentos de teclado (cravo, piano, marimba) e alguns intrumentos de cordas (violão, harpa), para um conjunto maior. O conceito parece simples, mas quais os limites entre uma orquestração criativa e um arranjo? Orquestrar Haynd e Schoënberg é a mesma coisa? E orquestrar uma peça própria? Todas essas perguntas tem respostas, mas elas geralmente são pouco objetivas e o bom-senso, em conjunto com a experiência e uma boa análise são as melhores respostas para elas.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Frederico Osvaldo (O Grude)


O dia era 20 de Janeiro de 2006. Quer dizer, era noite. Melhor, madrugada... Tinha ido ver um som d´Os My Friend e Batata me chamou pra tocar com Jaime e ele... O groove rolou punk até altas horas e o nível de sangue na corrente alcoólica estava bem abaixo dos normais quando alguém me deixou em casa (porque será que não me lembro quem foi...) . Me encaminhei cambaleante com a chave não mão e estava abrindo a porta quando senti algo estranho acontecendo com a barra da minha calça, olho pra baixo e quem vejo??? Um filhote de cachorro querendo brincar às 4 e pouca da matina!!! Consegui me desvencilhar do cão feroz que me atacava, adentrei a portaria e fui seguido por ele. Deixei a porta aberta por um tempo pra ver se ele saia, mas, como era uma noite um pouco fria, pensei em deixa-lo passar a noite na portaria para que o filhotinho não sentisse frio. O elevador chegou e entrei, quando estava prestes a parar no meu andar, olhei pra baixo e quem vejo??? Sim, ele... saí do elevador e fui seguido até a porta de casa, abri e não deu outra, ele foi entrando na minha frente como se a casa já fosse dele à muito tempo...
Essa é a história de como Fred Calabresa escolheu sua casa...

Leminsky

moinho de versos
movido a vento
em noites de boêmia

vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia

Prato e Clamp


(Pensando ser fotógrafo)

Surf Explosivo


Quando o Monstro, vulgo Ricardo "Calango", me mostrou isso não acreditei. Que idéia sensacional pra um dia de flat!!!

Vou lançar essa no Dique!!!

The first one!!!

Que cachaça...
Geralmente essa expressão é dita quando flagramos um náufrago da danada supracitada despejando suas alucinações nos ouvidos coitados dos que estão por perto.
Isso aqui tem essa intenção. Despejar as "alucinações" que de vez em sempre estão permeando os pensamentos desse que vos escreve... O que mais pensar de um cara que, nos dias de hoje onde a preocupação com o "futuro do bolso" é deveras intimidador, além de concluir um curso superior de música, ainda por cima vai se aprofundando pelas pós-graduações (por enquanto o mestrado) com um futuro bem claro... ser professor, se conseguir... (deixando claro o profundo respeito e admiração que tenho pelos grandes mestres que tenho e tive, principalmente na Escola de Música, cada um genial ao seu modo, mas sabemos como a classe é mal remunerada e pouco reconhecida principalmente na área de artes). É um alucinado... (ou não?!) O que esperar de um cara que quer fazer tudo e acaba não fazendo nada??? Esse espaço vai ter de tudo um pouco do que tenho vontade de fazer e vou fazendo aos atropelos: Música ("popular" e "erudita"), Poesia, Fotografia e Audio. Além disso vou tentar escrever algumas memórias (quem me conhece sabe que a minha não é das mais favorecidas) e tentar comentar alguma coisa que me chame atenção. Acho que vou postar alguns vídeos pescados por aí no tal do Iutúbi.
É isso... vou pegar o final de cada garrafa com conteúdo alcoolico que tenho por aqui, fazer um rabo de galo e botar pra dentro (ou pra fora).
Que cachaça!!!